Opinião Pública deve ser temida?

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Envie Esta Imagem para Sérgio Moraes ou Michel Temer.
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“Estou me lixando para a opinião pública. Até porque a opinião pública não acredita no que vocês escrevem. Nós nos reelegemos mesmo assim”.

Sérgio Moraes (PTB-RS), relator do Conselho de Ética.


Com essa frase lapidar e que consolida o pensamento do político brasileiro, o deputado federal Sérgio Moraes (PTB-RS), relator do processo aberto no Conselho de Ética contra o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG), sacramentou sua intenção de absolver o “Deputado do Castelo” de todas as acusações.

Sempre que mostro aqui, a você leitor, como o próprio brasileiro é o principal culpado pelo nível dos políticos que estão em Brasília, alguns comentaristas expõem suas frustrações (que também são, em parte, minhas) em relação à dificuldade de escolha de um bom candidato.

Esse é o motivo pelo qual os partidos não expulsam os maus políticos. Esse é o motivo pelo qual os conchavos e acertos fomentam a corrupção no Congresso, no Judiciário e no Executivo. Esse é o principal fator de limitação para que a política brasileira se transforme numa força a favor do país e não numa amarra que teima em nos arrastar pelo marasmo do atraso e da servidão.

Esta frase é a síntese de uma nação alienada e que se nega a erguer-se para se libertar dos vampiros que a sugam sem piedade e das larvas do atraso e do continuísmo que sempre servem ao que há de pior em nossa sociedade.

Como você pode ver com toda clareza, caro leitor, é mesmo nossa culpa o estado de coisas em que nossa nação se encontra. E não poderia ser diferente; numa nação onde é mais importante curtir um feriadão do que votar e derrubar um mau político que deseja se aproveitar da ocasião; como esperar que fosse diferente?

O movimento “Fora Gilmar Mendes” é um grande exemplo disso. O ministro Joaquim Barbosa foi ovacionado pelas ruas, endeusado pela Internet e elevado a categoria de vingador-mor do povo brasileiro por sua extrema coragem em expor a face oculta de Gilmar Mendes ao vivo e a cores.

Criou-se, então, um movimento democrático e de suma importância que exigiria a investigação das gravíssimas acusações que pesam sobre o ministro Gilmar e o esclarecimento de sua estranha participação no caso Daniel Dantas. Marcaram manifestações para o dia primeiro de maio, em várias capitais, simultaneamente. Quantas dessas manifestações foram realizadas? Nenhuma.

O brasileiro preferiu curtir o feriadão a ter de lutar pela apuração de um dos maiores escândalos do Judiciário brasileiro.

Numa nova tentativa, marcou-se a manifestação para Brasília no último dia seis de maio (ontem). Cerca de 300 pessoas compareceram e a manifestação se realizou. Contudo, para a grande imprensa de massa (telejornais em canais abertos) simplesmente nada aconteceu. Em nenhum canal de TV aberta ou mesmo na TV por assinatura os telejornais noticiaram a manifestação.

É claro que, uma manifestação com 300 pessoas, não tem a mesma relevância de uma com milhares de brasileiros revoltados com os desmandos que andam acontecendo em Brasília. Contudo, a imprensa, tem o dever de noticiar o fato já que ele aconteceu (inclusive havia uma emissora de TV no local).

Fica evidente que o desinteresse da nação por seu destino fomenta, na imprensa, o mesmo desejo de “deixar pra lá”. É muito melhor noticiar, por quase metade do tempo dos telejornais, a contratação do Adriano pelo Flamengo ou a camisa que Ronaldo deu de presente a um ator americano tiete. Afinal, isso dá muito mais audiência.

Afinal de contas; quem liga?


FONTE: VISÃOPANORAMICA

Fica a pergunta, realmente Sergio Morais e seus coleguinhas, tem motivos para se preocupar com sua opinião ou não?
A propósito, você tem esta tal de opinião?

Comentários

Olá Camarada!

Como vimos eles têm sim.

E esse é mais um, dos muitos, exemplos que devem se juntar ao rol de momentos em que a opinião pública se fez valer nesse país. O povo deve entender que o político deve temê-lo. Cada eleição deve ser fonte de stress e de insônia para eles e não uma "absolvição" de todas as falcatruas que cometeram no mandato anterior.

Pense nisso,